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  • Lucas Resende Toso

Jogos indies brasileiros com temas e equipes LGBTQIAP+

Indies nacionais pra conhecer no mês do orgulho e jogar o ano inteiro


Aproveitando o final do mês do orgulho LGBTQIAP+, uma lista com alguns jogos brasileiros bem vinhados, seja no próprio jogo ou nas equipes por trás deles. Por que precisamos jogar e exaltar produções diversas durante o ano inteiro - e não só em junho. E porque é bom demais ser LGBT, povo animado!


*Essa é uma lista em eterna construção. Se você também tem um jogo ou um estúdio lgbtqiap+, me manda uma mensagem e vamos continuar alimentando essa página aqui*

Celeste (Extremely OK Games)

Celeste é um dos maiores jogos indies já feitos, um marco para a produção independente, com indicação a Melhor Jogo do Ano no The Game Awards e muitos prêmios por aí. O que poucos sabem é que o Studio MiniBoss (uma das metades da atual EXOK Games) era formado pelos brasileiros Amora, Pedro e Heidy.


Além de verdadeiro patrimônio do desenvolvimento de games brasileiro e grandes referências no mercado indie, Celeste tem uma história linda, forte e intimista sobre temas lgbts que merecem sua atenção sem qualquer tipo de spoiler. O jogo está disponível em tudo quando é plataforma!

Unsighted (Studio Pixel Punk)

Com uma jogabilidade excelente e refinada através de cinco anos de desenvolvimento, Unsighted é uma obra de arte. Trilha, arte, sistemas e história fantástica envolvendo autômatos lgbts e um universo colapsando por causa da exploração exaustiva dos recursos naturais feita pelo capitalismo.


As devs Tiani e Fernanda colocaram muito de suas vivências trans dentro do projeto, que tem personagens profundos e carismáticos - o que faz as decisões de quem deve ficar vivo e quem deve se transformar em Unsighted (autômatos fora de controle) ainda mais cruéis. E por cima de tudo ainda tem um romance lésbico de eras entre a esquecida protagonista Alma e sua amante perdida.


Relic Hunters Legend (Rogue Snail)

Um dos estúdios mais vocais sobre diversidade no cenário brasileiro é a Rogue Snail, com uma equipe maravilhosamente queer e personagens lgbts dentro de seus jogos como a Raff, uma das caçadoras e engenheira chefe da nave de Relic Hunters Legend.


O time já lançou Relic Hunters Zero e Rebels (com a Netflix), além de terem participado do desenvolvimento do clássico brasileiro Chroma Squad (junto com a Behold) e Star Vikings Forever. Legend atualmente tem uma demo aberto para testes na Steam.


Lipsync Killers (Fab. Studios)

Uma mistura deliciosa entre as mecânicas de OSU e o glamour, brilho e deboche de uma batalha de RuPaul's, Lipsync Killers é um jogo de luta rítmico com drag queens e kings maravilhoses.


Lipsync tem especiais performáticos pra acabar com seu adversário e elementos de RPG, com itens pra melhorar sua performance e dar aquele brilho no visual com skins temáticas. Atualmente o jogo está em fase de testes abertos para o público.


Coralina (Gabriel Maki)

Coralina é um RPG com foco em exploração e narrativa que explora muitos dos medos e questões da adolescência e juventude através da protagonista Coralina, que se vê presa num mundo psicodélico de morte e esquecimento.


Mas o que seria uma viagem para o limbo e um encontro com a morte sem um romancezinho antagonista pairando no ar, não é mesmo?! Cora e Cometa são inimigas, ou amantes, ou não, ou sim...Tudo é mais complexo do que parece, principalmente em Coralina.


Cupid Island (Supernova Games)

Cupid Island é um simulador de cupido em que você pode explorar um mundo e criar os casais que você quiser pra levá-los para sua ilha feita de amor e sentimentos bons. O jogo mistura essa mecânica de casamenteiro com elementos de fazendinha, obrigado você a cultivar os sentimentos para customizar sua ilha e seus humanos apaixonados.


Island faz parte de todo um universo de jogos da Supernova, incluindo Cupid Story: First Date (um simulador de namoro RPG), Cupid Kiss e Cupid Nanogram, jogos de quebra-cabeça relaxantes e amorzinho.

Pivot of Hearts (Dragon Roll Studios)

Com uma arte incrível que mistura cenários conhecidos pra qualquer paulistano e personagens confortáveis pra qualquer otaku, Pivot of Hearts gira em torno de um triangulo amoroso entre um programador rabugento, um artista libertário e uma baterista entusiasmada.


O jogo tem mecânicas de cartas e faz você viajar entre os questionamentos da mente de um jovem adulto confuso e descobrindo sentimentos novos, mesas de RPG e show de heavy metal. Só coisa boa.


Burning Horns (Male Doll Studio)

Burning Horns é um JRPG clássico com exploração e batalhas por turno, mas com um protagonista gostosão aspirante a bombeiro indo parar em um mundo fantástico onde elfos, sátiros e centauros gostosões que antes podiam se amar sem preconceito agora lutam contra a opressão e atraso do líder demoníaco ONOOB ASROL, risos (pra quem não é bom de anagrama: BOLSONARO).


Mas eu cito o Burning Horns só como um exemplo. Todo o trabalho da Male Doll Studio é LGBTQIAP+, com diversas visual novels eróticas e pornográficas em mundos fantásticos, furries e high techs - e futuramente um RPG de ação 3D também.


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