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  • Lucas Resende Toso

66+ jogos indies pra conhecer o terror brasileiro

De narrativas surreais a FPS de sobrevivência, passando por jogos de cartas, estratégias por turnos e VHS trash de terror

Aproveitando os finalmente do mês do terror, não podia faltar uma listinha daquelas bem sombrias pra mostrar como o joguinismo brasileiro sabe fazer uma desgraceira da boa.


Você vai encontrar aqui terror psicológico, narrativa claustrofóbica, muita amnésia, jogos de sobrevivência, demônios, surrealidade, jump scare e medo - mas também histórias absurdas, estratégia por turnos, jogos de carta e comédias ambientadas em universos de terror pra mostrar que nem só de jogo em primeira pessoa realista se vive o terror brasileiro.


*Todos os jogos vão estar respectivamente linkados nos textos, só clicar, meus bacanos

**Alguns jogos podem conter gatilhos pesados sobre diversos temas delicados



Pra começar um jogo QUE NÃO É DE TERROR. Bem Feito é apenas um joguinho de simulador de cotidiano, que fique bem claro que ɴÃᴏ ꜱᴇ ᴛʀᴀᴛᴀ ᴅᴇ ᴜᴍ ᴊᴏɢᴏ ᴅᴇ ᴛᴇʀʀᴏʀ. Esse clássico perdido do Jogaroto (aquele console portátil clássico dos anos 90 que você com certeza se lembra) foi reencontrado e agora pode ser jogado através do emulador Garotron. Bem Feito é uma obra-prima que une Pequeno Príncipe, creepy pastas e o Reginaldo SEM NADA DE BIZARRO. oıɹǝ̗S.



Um trio de peso do queridíssimo - e alto - Fernando Tittz. Taxidermy é um jogo em primeira pessoa com visual de VHS surrado em que você tem que TENTAR fugir da casa de um taxidermista xarope cheia de bicho empalhado.


Devil Inside Us já é mais direto ao ponto na desgraceira, contando a história de um padre exorcista de 74 anos com mobilidade debilitada e lidando com os caramunhão tudo.


E o próximo jogo pra ficar de olho é The Lacerator, que mistura um pouco de comédia pastelona na história de um ator pornô e sua equipe sendo raptados por um psicopata viciado em desmembramentos pra justamente te matar aos pouquinhos. Tudo isso voltando pra estética de VHS antigo trashzão.



Hora de descer pro nível das surubas joguísticas surrealistas, experimentais e visualmente desconfortáveis e agressivas do Vikintor. Teocida é uma viagem complexa, com narrativa, estética e mecânicas experimentais, sobre uma profetisa, templos perdidos, e҉r҉o҉t҉i҉s҉m҉o҉ ҉v҉i҉s҉c҉e҉r҉a҉l҉ e doutrinas esquecidas. Mas, acima de tudo, é uma viagem completa, é videogame experimental puro.


Tamashi, por sua vez, é um jogo de quebra-cabeças e plataforma com um mundo "distorcido e pervertido", com fases que parecem - e até podem ser - o intestino de uma entidade sombria. É como Mario seria se os cogumelos estivessem vencidos.


Mais "simples", mas não menos bizarro, Estigma é uma corrupção de Pac-Man, com universo bem calcado no horror corporal e literalmente qualquer coisa sendo uma ameaça.



Você é a capitã de uma nave cargueira que misteriosamente caiu em um planeta gelado e inóspito. E você tá presa na câmera de criogenia só com 60 minutos de oxigênio restantes. Neve é uma experiência narrativa tensa e ᶜˡᵃᵘˢᵗʳᵒᶠᵒᵇⁱᶜᵃ, em que você só pode observar e guiar suas duas tripulantes em uma busca perigosa nos escombros de uma outra nave em busca de peças. Tudo se passa de dentro da cabine e através de câmeras de segurança e cada escolha que você faz interfere na relação das personagens e cria novos problemas narrativos. Trabalho sensacional da Michelle.



Já pensou em se unir ao círculo de prática do §å†åñï§mð? Ainda não? Então Jogo Satanista Para Praticar o Mal é o jogo perfeito pra você. Uma aventura narrativa em que você utiliza o teclado para digitar comandos e se embrenhar cada vez mais numa história de medo, muuuito medo. E com aquele textinho irreverente de sempre do nosso querido Vírgula.


Assim como Você é um Defunto Mecânico - uma narrativa existencialista pavorosa modernista solitária em que suas escolhas N҉Ã҉O҉ importam.



Recém-lançado DE GRAÇA na Steam, Teleforum é uma maldição pras crianças que cresceram se cagando de medo do Linha Direta. O jogo narrativo da Monumental é t̶i̶p̶o̶ ̶u̶m̶ ̶f̶o̶u̶n̶d̶ ̶f̶o̶o̶t̶a̶g̶e̶ ̶j̶o̶g̶á̶v̶e̶l̶ uma coletânea de gravações pertencentes à Comunitv em que você entrevista uma viúva, explora um apartamento e interage com u̴̧͉͗̄̊͑m̷̛̩̗̠͙͍̼̯͇̙̅͝ ̵̛͚̺̙̜̼̼̲́̚c̸̜̟̙̩̼̜̒̾̈́̚ȃ̶̛̼͂́̆̄́̓̈͠c̸̨͓̝̘͍̯͊̽̊h̴̢͔̎̓̽́̀̕͠o̸̡̹͇̬͝ř̴̛̻̞̩̗̝̗̼͈̉̀́̅r̶̯̮͉̽͆͂͐̒ǫ̴̼͙̘̲͙̮̃̒̃̑̈́̐̉?̸̟͉̫̩͂͆!̸̬̞͉̜̥͚̞̭̳̄͘͝͠ pra tentar encontrar a verdade sobre a morte de Wálter Martins.



Seguindo nas experiências narrativas, Ticket é literalmente uma viagem de busão surrealista entre o luto de uma carpideira no seu trabalho de chorar em enterros de estranhos e seus próprios traumas e pesadelos. Um texto brilhantemente melancólico e intimista do Tiago Rech envelopado numa arte experimental fantástica da Lírio Ninotchka, que mistura colagens, ilustrações realistas e elementos bizarros.



Aquele rolê de se você olhar tempo demais pro abismo ele olha de volta, sabe?! Asleep vai meio que nessa linha: o jogador controla a garota Ana Lúcia, perdida entre o real e o não-real, presa nesse limbo entre sanidade e insanidade, sem saber direito quem ela é, onde ela está, o que está acontecendo. Um point and click com pixel arte maravilhosa, diversos quebra-cabeças e, principalmente, uma lanterna pra tentar iluminar seu caminho. Ah, e monstros sombrios também que sempre vai bem.



Uma das entidades máximas de jogos de terror pastelão, a 616 Games tem clássicos como a série Poop Killer, onde um assassino em série persegue pessoas que não dão descarga ou entopem privadas. Já são três coletâneas Trash Horror Collection que contabilizam mais de 30 jogos low poly carregados de terror absurdo, gore, escatologia, comédia e personagens icônicos baseados em filmes trash lado B.


Além de jogos solo, como Red Valley - uma aventura assustadora inspirada principalmente pelo Silent Hill de PS1 - e Evil is Back - a versão 616 de Evil Dead, com direito a Livro dos Mortos, mão de motosserra e muito sangue.



Direto de 1999, Surrealidade é uma experiência imersiva que fica entre o videogame e a intervenção artística. O jogo foi redescoberto pelo público, ganhou selo cult e recebeu uma "versão definitiva" em 2022. São três níveis de mundo pro jogador explorar, sendo eles o mundo real, o consciente e o inconsciente da ɐuɐɯnɥ ǝʇuǝɯ. Cada nível apresenta um aprofundamento diferente sobre a temática surrealista, com quebra-cabeças, galerias de arte pra explorar, diferentes estilos de mini-jogos dentro do jogo e personagens bizarros. Tudo num 3D que mistura vários estilos de arte e aquele aspecto de sonho bizarro que a gente tenta explicar na terapia.



Um serial killer atemporal, uma casa no mínimo estranha e um dedetizador querendo realizar o sonho da casa própria. Immortal Mantis é um jogo top-down de sobrevivência e quebra-cabeças sobre um trabalhador que precisa lidar com os segredos macabros que ligam a casa que ele comprou a um psicopata assassino. Com uma pixel arte que explora poucos tons, cenas animadas com rotoscopia e trilha incomodante, o jogo cria uma atmosfera imersiva e aquele clima de filme independente traumatizante.



Aqueles jogos que te quebram em dobro por ter uma carinha fofa, mas conteúdo pesadão. Em Phil Alone você precisa investigar e explorar cada canto e item da casa do protagonista pra tentar escapar de um looping temporal sujo de morte. Uma espécie de escape room envelopada em visual de RPG Maker pra fazer o jogador se perguntar "como eu vim parar aqui, só tenho seis anos".



Fobia começou como um portfólio de 3D realista dos desenvolvedores e terminou como um dos maiores lançamentos brasileiros dos últimos anos. O jogo mistura o melhor dos Resident Evil antigos - quebra-cabeças desafiadores e gerenciamento de recursos em um hotel abandonado - com uma mecânica de linhas do tempo paralelas acessáveis através de uma câmera fotográfica. Tem inimigos monstruosos pra descarregar o pente da espingarda, um brutamonte implacável pra te perseguir em todos os quartos e uma figura pequenininha misteriosa pra gente ficar ?̷̜͕̏̍̅̇̆̍̃̈́̿̉?̷͎̠̯̪͚̪̟̀̒̄͛?̷̤͙̼̣̹̬̦̗͙̒̓̀̂̍̓͗̕̕ toda vez que aparece. Coisa linda, simplesmente imperdível.



Uma pousada no meio do nada, um viajante cansado seguindo pro funeral inesperado do seu distante e ausente pai e u҉m҉a҉ ҉v҉e҉l҉h҉i҉n҉h҉a҉ misteriosamente amigável demais: a receita perfeita prum jogo de terror e sobrevivência. Pousada da Dona Clotilde explora a estética low poly pra entregar um episódio de Coragem, o Cão Covarde em que a Muriel é o verdadeiro monstro. Um jogo pautado no sensacionalismo dos programas policiais brasileiros e em chá.



Você é um viciado convidado a participar de um programa de reabilitação em uma clínica situada numa ilha isolada - e obviamente isso é uma má ideia. Na tentativa de fugir desse laboratório macabro, o protagonista de Host 714 tem que lidar com guardas arrombados, outros pacientes no mínimo estranhos e sua própria dor manifestada por um vírus agindo dentro de suas entranhas. Um jogo de exploração e sobrevivência marcado por crueldade, humanos em situações inumanas e grandes complôs governamentais.



Um terror psicológico e de ambientação sobre Anna, uma geofísica presa em uma base militar no meio do frio congelante de uma ilha russa. Kriophobia usa câmeras estáticas em cenários totalmente ilustrados com um visual bonitão que mistura quadrinhos e pinturas pra criar um ambiente frio e hostil; morto, mas muito vívido. O jogo ainda tem aquele tempero do d̶̰͍̈̾̋́͗͂̚e̴̝̜͑̓̀̀͐̽̏̕͝͝ṡ̴̫͕͙̦̏͂̏̋̈́̍͊͜ͅe̶̝͖͂͆̂̀̒͋̓̚̕͘s̶̬͍͈̹̖̘̀̾͂̈́͆̅̓́͝p̴̮̲̞̬̰̘̜͉̖̒͌̆͑̐͜ȩ̶̫͍̟͉͗̊̌̅̚ṟ̴̲̈̂o̷̟̞͉̼̪̝̦̊͂̐̀̑̕͝ que é não poder enfrentar os monstros que te perseguem, se baseando em fugir e se esconder - e sobreviver a temperatura congelante desse complexo militar abandonado.



Uma aventura de terror em point and click sobre uma lenda urbana piauiense de uma criatura maldita que só sumiria caso consumisse sete Marias virgens. A Lenda do Cabeça de Cuia tem uma arte primorosa e ambientação regional que foi pioneira no mundinho dos jogos brasileiros lá em 2015. O jogo tem trilha sonora pesada, quebra-cabeças complexos e finais diferentes de acordo com suas escolhas, um clássico.



Muito inspirado pelo próprio Cabeça de Cuia, Lunar Axe é um jogo feito em 2022 sobre uma das histórias fundadoras da ilha de São Luís no Maranhão. Nesse adventure point and click você tem que explorar igrejas através de mais de trinta quebra-cabeças diferentes para encontrar o Machado Lunar, única arma capaz de derrotar uma serpente gigante que dorme embaixo da cidade. Um jogo completamente ilustrado a mão com referências às locações reais da cidade, cercado de narrativas macabras sobre jesuítas e cenários sombrios.



Jogo de terror em pixel arte, baseado nas histórias de Junji Ito e ambientado no litoral nordestino? Nami tá aí pra isso. Você controla uma repórter investigando acontecimentos acontecidos misteriosamente misteriosos na pequena cidade de Nami. Além de vários quebra-cabeças e caminhos alternativos, o jogo vai ter finais diferentes de acordo com suas escolhas e interações.



Retratando um grande pesadelo da vida adulta, o aluguel, Lar é um jogo de quebra-cabeças em primeira pessoa sobre uma jornalista recém-ḑ̵̡̰͙͇͙̲͎͍͑e̶̤͇͇̎̚ͅm̵̟̜͔̏̿̽̆͘į̵̢͙͔̪̱̺̋̿t̵̨̲̙̯̬̗͊̆̍̄ḭ̷̅̾̚d̶̞̺̀̎̓á̴̗̞͇̦̎͒̔͗͌͝͠͝ que vai visitar uma casa barata numa cidade desconhecida. Depois da pessoa que ia te mostrar o lugar não aparecer, a protagonista acha uma boa ideia seguir um bilhete misterioso no portão que lhe deu uma chave pra explorar o lugar. É pesadelo atrás de pesadelo: aluguel, desemprego e levar um bolo do corretor.



Misturando terror e RPG pra quem era rato de fórum e gosta dum projetinho macabro de RPG Maker. Devil Seeds se passa numa ilha fantasma, com dois protagonistas explorando os mistérios, resolvendo enigmas e interagindo com personagens estranhos. O jogo tem um sistema de batalha por turnos e progressão, além de mecânicas de investigação de arquivos, com diário e tudo.



Uma aventura de sobrevivência com recursos super escassos, em Sur você precisa guiar a cadeirante Vanessa por um hospital abandonado infestado por monstros. Envelopado numa pixel arte sombria, o jogo tem alto nível de dificuldade misturando trechos de fuga sob a cadeira ou rastejando e combates frente a frente com os monstros tendo pouquíssimas balas. Tudo feito pra fazer o jogador se sentir ameaçado em cada quadro.



A boa e velha pressão psicológica de um cronômetro curto pode ser tão cruel quanto um serial killer. Dark Flame pode não assustar, mas vai fazer o jogador suar frio pra encontrar o caminho certo desses labirintos escuros no pouco tempo que a chama protagonista tem antes de se apagar. Um jogo rápido e frenético: errou a primeira curva, apagou. Demorou pra se decidir, apagou. Teve a menor hesitação pra avançar, apagou. Tudo isso voltando logo depois com o cronômetro ali te marcando, apagar de novo é culpa sua até não ser mais.



O "Little Nightmares brasileiro", Lily's Memories é um jogo de terror em 3D sobre uma menininha solitária que não lembra como foi parar ali e nem o que está acontecendo com ela. Feito para a Ctrl Alt Jam #2, o jogo tem foco em ambientação e quebra-cabeças e você precisa recuperar os fragmentos de memória da protagonista ao mesmo tempo em que foge de criaturas bizarras. Lily's Memories tem aquela textura macabra e olhos vazios que lembram as coisas do universo de Coraline.



Outro jogo feito para a Ctrl Alt Jam #2, Pain Loop explora a negação, o luto e os traumas que a morte misteriosa de uma criança causa em sua irmã de apenas seis anos. Presa nos pesadelos dessa criança - uma versão sombria e desfigurada de seu próprio quarto - você precisa resolver quebra-cabeças no mais puro desespero enquanto é perseguida por uma criatura bizarra e cercada por escuridão e a batida frenética da trilha sonora.



Um passeio na floresta acaba virando uma luta contra demônios para resgatar sua namorada. O Escolhido do Capeta é um jogo de cartas misturado com tabuleiro e turnos, em que você percorre essa floresta sombria dividida em grades lutando contra Lobos Guarás, Onças e outros bichos possuídos por demônios, encontrando equipamentos pra te ajudar e sobreviventes perdidos nesse inferno. Tudo isso em busca da Velha, entidade demoníaca que supostamente raptou sua namorada, e com visual todo ilustrado a mão.



Tem algo de muito charmoso em terror com poucos polígonos e estática de VHS cagado - e Office Elevator é carregado desse borogodó. Uma simples ida pra pegar café vira um filme de terror quando um Demogorgon com cabeça de luz começa a te perseguir a partir do elevador do prédio. Recheado de quebra-cabeças e fuga constante dessa monstruosidade curiosa, o jogo tem uma história linear e personagens pra interagir. Como se ser o estagiário mal pago já não fosse terror o suficiente.



O terror do autoconhecimento: Lucid Nina é sobre explorar o inconsciente dos sonhos de uma garota cheia de problemas a ponto de não se reconhecer mais. O jogo tem foco narrativo e na exploração dos sete níveis diferentes carregados de surrealidade e mensagens pouco explicativas. O objetivo é explorar cada canto, interagir e procurar cada objeto e tentar obter respostas, interpretar sonhos e se entender.



Misturando sobrevivência e elementos de estratégia e com um modo cooperativo interessante, Hired 2 Die é um jogo de sobrevivência em que os monstros são resultado do estresse e percepção distorcidas da psique humana. Os jogadores (até 2) precisam decifrar códigos, arrumar sistemas, planejar seus passos utilizando câmeras de segurança pra encontrar onde estão as criaturas malignas e se equipar com melhores itens pra caçar essas anomalias bizarras.



Guilty se passa no inconsciente de um ex-militar que se sente muito culpado por alguma coisa que não consegue se lembrar. O jogo viaja entre o real e o não real e coloca os jogadores pra explorar um parque nacional e uma mansão abandonada, num universo confuso e cheio de elementos surreais, com nada mais do que uma lanterna. São vários quebra-cabeças pra encontrar os pedaços de memória perdidos de Peter e tentar entender o porquê desse flagelo.



Jogos em primeira pessoa com estilo retrô vem sendo o forte do estúdio Helemon. No Hope é uma homenagem aos clássicos de PS1, com estética low poly, câmeras fixas, movimentação de tanque e um protagonista preso numa cidade assolada por trevas e criaturas bizarras.


Em Hope is Gone o jogador controla Zoe, uma mulher que acaba em uma dimensão paralela em que os seres odeiam estrangeiros dimensionais. Com poucos recursos, você precisa escolher com cuidado quando enfrentar e quando fugir pra conseguir descobrir os mistérios da nova dimensão e também do passado da protagonista.



Obviamente que nada de bom pode acontecer quando alguém encontra um boneco no lixo e o leva pra casa. Pesadelo Surreal conta essa história de um boneco possuído por uma entidade demoníaca em uma casa com visual 3D bem saturado e um protagonista que precisa explorar cada cômodo pra tentar se livrar desse encosto. Cheio de tensão, sustos e coisas que não são de deus não.



O Hotline Miami dos infernos, Shadow Walls é um jogo de labirintos com visão de cima em que você precisa explorar os caminhos escuros com cuidado e enfrentar monstros de sombras que espreitam em cada nova curva sem gastar muitas balas pra não ficar a mercê do labirinto. Ou você pode só fugir mesmo e ver até onde chega. Um suspense muito bem ambientado e que exige atenção e precisão, perfeito pra fazer o jogador ficar perto da tela e tomar um susto maior quando der de frente com um bagulho doido.



Mais um jogo de cartas se aproveitando de demônios, combate frenético e elementos de roguelike. Em Cards of Cthullu você sai na sua moto enfrentando demônios bizarros vindo de filmes de terror trash lado B utilizando combos de cartas organizadas antes de cada descida. Cada vez que você morre, libera melhorias permanentes e pode reorganizar seus poderes pra enfrentar os monstros em uma nova ordem aleatória. Estiloso, rápido, colorido e demoníaco na medida certa.



Com uma ambientação densa e uma pixel arte brutal, Captive é sobre uma mulher desmemoriada que acorda muito machucada em uma cela estranha. E cabe ao jogador resolver quebra-cabeças e explorar essas instalações suspeitas enquanto tenta impedir que a protagonista sangre até a morte. Captive tem um ritmo bem lento e mapas escuros cheios de sangue, com finais variados e mecânica de morte permanente, ou seja, CUIDADO!



Mais um terror na linha dos point and clicks, Murder Cases explora um assassinato mal resolvido, um protagonista sem memória e um estranho no meio de tudo isso. O jogo tem visuais lindíssimos como se fosse ilustrado com nanquim e vários quebra-cabeças pra resolver em busca de entender de onde vem o sangue em suas mãos e porque tudo isso está acontecendo.



Utilizando mecânicas de movimentação espelhada, Sufoco é um jogo claustrofóbico de labirinto em que você precisa fazer seu boneco encontrar suas sombras em cavernas instáveis que estão desabando. São cinquenta fases diferentes e a possibilidade de jogar em modo cooperativo, com o segundo jogador controlando a sombra do mineiro.



Um metroidvania top-down em que o jogador precisa se manter conectado a um drone através de um cordão umbilical sintético que alimenta suas necessidades. Enquanto essa protagonista simbiótica você tem que defender o bioma do planeta de parasitas hostis que extraem a energia vital que faz tudo funcionar. Umbilical tem um visual todo trabalhado no horror corporal e uma ambientação com trilhas e cenários feitos pra te causar desespero.



Um simulador de zumbi em que você faz coisas de zumbi, tipo comer cérebros, perseguir pessoas e espalhar o vírus pelo mundo. Pode não ser assustador, macabro ou sombrio - mas tá no tema, então tá na lista.



Gory Ultimate Tournament Show é um jogo de luta de violência extrema e gore, mas uma pitada bem grande de comédia pastelona. Numa sociedade futurista extremamente consumista (o terror tá aqui), lutadores que vão de um padre maromba a uma diva do metal precisam se desmembrar dos jeitos mais sangrentos possíveis pra vencer suas lutas. GUTS não tem uma barras de vida, sendo necessário você tirar cada membro do adversário e, então, finalizar a luta.



Seguindo na pegada menos sobre terror e mais sobre violência estética, o joguinista Walter Machado tem uma porrada de jogos frenéticos e de muita informação visual e sonora. UBERMOSH:OMEGA é um jogo de ação hardcore com diversos personagens com estilos diferentes que homenageiam clássicos dos jogos arcade. Ubermosh é uma suruba de estímulos visuais em que você não pode parar de se mexer, fatiar inimigos e desviar de poderes enquanto curte uma sonzeira desconfortável.


TTV4 (Trip to Vinelands) é um jogo de labirinto em que o labirinto se mexe e você tem que desviar e encontrar a saída. Com músicas frenéticas e mapas agressivos, TTV é visualmente mais simples, mas que gera tanto mal-estar quanto Ubermosh.


SWARMRIDERS mistura jogos de corrida infinita com a mecânica dos twin-stick shooters tipo Enter the Gungeon. Mais ação frenética pra quem gosta dum mapa sujo e guitarra estralando.


Fechando a sessão frenesi roqueiro, QUICKERFLAK junta o controle multidirecional de Swarmriders com a pegada de labirinto do TTV. O jogo tem uma ação rápida e você precisa matar os inimigos pra sair dessas salas geradas aleatoriamente no tempo mais curto possível.



Um clássico dos jogos indies é misturar mecânicas diferenciadas e que não deveriam fazer sentido. E Demon Purge Saga faz isso maravilhosamente bem, combinando uma pegada de RPG clássico sobre um padre exorcista numa cidadezinha pequena rodeada pelo mal, com um combate através de mecânica de match-3. Sim, você vai expurgar demônios combinando três ou mais itens de exorcismo da sua maleta como se fosse um Candy Crush do capeta.


DeadShotZ é tipo um Asteroid com roupagem de zumbis. São seis níveis de dificuldades e seis armas diferentes pra destruir hordas de infectados que não param de aparecer em fases geradas aleatoriamente com seis tipos diferentes de biomas e temas.



Um jogo relaxante pra pessoas normais, mas aterrorizante pra transtornados obsessivos compulsivos ansiosos: Save Room é literalmente Resident Evil 4, só que só a parte de organizar seu inventário. Você precisa combinar ervas pra se curar, fazer munições e encontrar espaço pra guardar suas armas em 40 fases feitas à mão com uma trilha relaxante, sem pressa e sem ter zumbis no seu cangote.



Literalmente o oposto de Dome Keeper, Underland é um jogo de sobrevivência e estratégia em que você precisa fugir dessa cidade subterrânea que foi invadida por alienígenas utilizando as ferramentas disponíveis pra escavar a terra resolvendo quebra-cabeças e evitando o ácido mortal.



Praticamente um beat'em up com uma virada estratégica e muita porradaria sincera. My Night Job é um jogo de ação em que você precisa destruir hordas de monstros em uma mansão abandonada, guiar os sobreviventes pra fora e impedir que os bichos destruam o lugar. O jogo é totalmente frenético, permitindo que o jogador use mais de 60 objetos do cenário como armas pra aplicar as porradas.



Depois que a morte tirou férias em Cancún, o mortal GEORGE fica encarregado do Livro da Morte e precisa decidir quem vai e quem fica. The Book of Death é um jogo narrativo em que os jogadores vão precisar investigar pessoas e histórias pra julgar quem deve ou não morrer. Suas escolhas afetam fortemente o rumo das coisas nesse simulador de Deus da Morte com uma estética tchutchuca demais.



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