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  • Lucas Resende Toso

RPGs pra ficar de olho em 2024

Atualizado: 24 de jan.

Insetos corporativos, revolução musical cyberpunk, xadrez de idols e animais falantes recheiam os RPGs brasileiros



Como é bom viver num mundo cheio de RPGs pra gente interpretar papéis desde musicistas revolucionárias cyberpunks e anões mineradores até homens mariposa corporativos e animais falantes.


Diferente da lista de RPGs de Ação, aqui a gente presa pela lutinha em turnos, pelo grid tático, pela exploração sinistra. Felizmente estamos muito bem servidos pelos próximos anos (e não só 2024).



Simplesmente O jogo mais esperado pelo Controles Voadores. Keylocker é um RPG musical cyberpunk com uma arte absurda, história e universo pancadinha e um sistema de batalha com elementos rítmicos e táticos.


Uma doppelganger em um mundo em que a música é proibida, uma doppelganger criada pra servir às castas mais altas, mas que vai se juntar com uma galerinha punk pra trazer a revolução sonora em Saturno. MUITO MUITO MUITO bom, olhem esse trailer pqp.



O filho mais estranho do trisal Kafka-Matrix-Ruptura, Moth Kubit é uma viagem lisérgica pela burocracia infernal de uma empresa no corpo de um homem-inseto vivendo seus dias de inseto com seus companheiros de trabalho insetos.


Você precisa participar de quebra-cabeças que envolvem desde coach quânticos e aviãozinho da bolsa até entrar na mente de colegas e organizar documentos. Tudo isso pra salvar ou não seu fundo através da sua última promoção. Com vários finais possíveis e muitas piadas fora de lugar feitas pelos Gabriéis (os devs da Helena Creative).



Uma obra-prima do camarada Ganso Canibal, Forgotten Mines é o paraíso pros viciados em RPGs táticos do mais alto nível. Controlando times de anões de classes escolhidas por você mesmo, é preciso enfrentar hordas de criaturas pra recuperar as minas perdidas.


Jogo com MUITAS combinações de bonecos e estrutura de roguelite pra você ir melhorando suas táticas e times e chegar cada vez mais longe. Além de ataques que interagem com o cenário pra criar novos jeitos de derrotar seus inimigos. Coisa linda.



Menino-tomate, cachorrinho, laranjito e palmitão emo - amiguinhos vivendo num mundo colorido em aventuras doidinhas. Ekorella é um RPG fofinho do mesmo jeito que Bem Feito é um jogo de fazendinha feliz.


Uma história num mundo de leguminosas, verduras e animais sencientes, sobre um garoto-tomate que se muda pra uma cidade de laranjas e precisa enfrentar problemas um tanto quanto pesados. A mistura perfeita entre RPG, fofura e elementos extremamente bizarros. Inclusive, vale seguir o dev e artista Alex Viana pra acompanhar as ilustrações sensacionais dele.



Toada Brava é mais um excelente título pra esse maravilhoso gênero dos BRPG, jogos inspirados pelos JRPGs clássicos, mas com temáticas, visuais e histórias bem brasileiras.


O jogo tem visual cartunesco e universo bem da roça brasileira, seguindo o macaco Kako, que junta sua enxada com a loba-guará fugitiva Madalena e o morcego músico boêmio Romeu pra lutar contra o fidalgo Marquês de Santacruz. Com animações feitas a mão e status tipo JURURU pra quando o boneco tá zoado. Muito bom, sério.



O estúdio que nos trouxe Dandara tá trabalhando num novo RPG com visual low-poly chamado Marginalia Express e é impossível não ficar entusiasmado por isso.


Pelos vídeos já compartilhados pela Long Hat, Marginalia terá uma ambientação bem de cidade brasileira e vai mostrar algo como as dificuldades das lutas do dia a dia - literalmente com criaturas que representam as necessidades humanas, tipo a fome. Os desenvolvedores já demonstraram também como vai ser o sistema de combate, uma mistura entre turnos e ação em tempo real, com a possibilidade de controlar simultaneamente ambas as mãos do personagem. Interessantíssimo.



A mistura certa entre exploração de masmorras poligonais bem anos 90, xadrez mortal, batalhas por turnos e história contada em visual novel. E personagens de anime no maior estilo colegial demoníaco existencialista de Persona e afins.


Cada personagem representa uma peça de xadrez em Exodus Checkmate, cada uma com sua personalidade própria e dublagem em português. O roteiro do jogo final já está finalizado (com mais de 200 páginas) e o Cadu agora segue pra parte final de design e programação. Jogaço.



Desarmonia é um projeto interessantíssimo, feito pelo casal Danilo e Jade. O jogo conta a história de um personagem de capa azul (Yahto) que encontra uma pequena árvore senciente (Yori) e precisa explorar a floresta.


O jogo está em fases iniciais de desenvolvimento, com uma pixel-art crocante, batalhas táticas por turno usando magias que atacam no formato dos ataques das peças de xadrez e um sistema de inventários promissor.


Coralina e Lost in Translation: Silly (Gabriel Maki + ZNT Productions)

Um dos principais jogos de 2023, Coralina vai ganhar um segundo episódio em um futuro próximo pra expandir essa narrativa profunda e íntima sobre morte, memórias, alquimistas e crises existenciais. Podemos esperar ainda mais experimentações visuais e pixel-arts incríveis do dev Gabriel Maki.


A ZNT Productions, publicadora de Coralina, também está trabalhando num RPG próprio, o Lost in Translation: Silly. O jogo vai ser uma aventura experimental com mecânicas por turno e bullet hell, pixel art e cutscenes interativas.



Um dos joguinhos mais simpáticos e interessantes que eu encontrei pelo twitter no fim do ano passado, Carranca é um pequeno RPG feito em game jam sobre um robozinho a explorar uma fábrica abandonada cheia de robôs maiores e mais parrudos. O jogo tem batalha por turnos e estrutura de roguelite em que você vai explorando até onde consegue e pode baixar sua memória em um novo modelo de robô pra seguir explorando.


O dev Leon Kowalski já mostrou também um novo "Carranca-like" (o vídeo que tá aqui) com melhorias no sistema, exploração com veículos tipo skates, bicicletas e mechas e uma pegada cyberpunk misturada com folclore brasileiro. Ansioso pra ver mais.



Mais um RPGzinho clássico do bom com animais falantes numa aventura mutcho louca contra inimigos fofos e bizarros.


Trupe do Sapinho junta as batalhas por turno e exploração de um universo rico e cheio de bichos e casa vivas com ilustrações incríveis e um menu desenhado como se fosse um caderno de escola lindimais.



Felizmente o mangá do Galo Lutador parece ter dado bons frutos. Valiant Rooster é um RPG protagonizado por um galo corajoso de nome GIANNI MATAGRANO.


Mais uma mitada de um grupo de devs que caminha ali pela GDH Studio, comunidade boa demais de desenvolvedores, artistas e pensadores modernos. Seria Valiant Rooster uma homenagem não-tão-velada ao Cabeça de Galinha? Nunca saberemos.



Quando aliens invadem o carnaval e você é um excluído super dark telepata, a única coisa que resta é ir descer o sarrafo na Gangue dos Gatos que roubou seu celular.


Alien Holiday é um RPG recheado de piadas de baixa qualidade (e alta reverberação), macacos de laboratório com três olhos, gangues de gatos com nunchakus e telecinese do bem.


Estúdio que criou Kamigami: Clash of the Gods, jogo de carteado tático com deusas e deuses idols, e o jogo de navinha Alpha Blue, a Dream Stories também tá trabalhando como publicadora e investindo pesado em RPGs clássicos.


Apu's Journey é um RPG de ação retrô, com estilo de arte inspirado nas paletas monocromáticas de Game Boy e muita referência a Link to the Past.


Elidriel tem fortes inspirações em Chrono Trigger e Final Fantasy, com um mundo que mistura tecnologia, magia e religião com um governo tirano.


Vorum vai pra outra linha, com um trhiller de suspense, terror e investigação noir sobre um futuro assolado por uma doença trazida por seres além da compreensão humana.

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